Memorial Matraga

Minha querida, Não te farei um poema precoce! Não te chamarei de flor e de raio de sol Não te direi que és doce e gentil Não o direi, antes da hora. Esperarei, paciente, que as rimas se imponham Que o tom lilás da violeta me acuse, que o teu reflexo no espelho bizotado, tudo […]

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no sexo, meu amor, o que lhe falta é um pouco de bom humor. Que o sexo mesmo o mais apaixonado não há que ser sério, sizudo e mesmo o mais tarado antes que tudo que seja bem humorado. um pênis e uma vagina pouco podem prazer se não o fazemos por merecer.

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Crasch!

matraga poesias February 14, 2018

“”Não entendi muito bem o que você me falava. Havia um descompasso entre o movimento dos seus lábios, seus olhos assustados e o tom calmo da sua voz. Só depois caiu a ficha: você estava me dando adeus… Fiquei ali parado, entorpecido. Eu era toda inação. Fui tomado por um senso radical de economia que […]

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A mão que me toca solitária a o meu sexo solitário é a minha mão. O gesto displicente de quem assim se coça, caça algo, quer o saiba ou não. Que cresce e aparece Clama e endurece. Ensurdece, para as vozes da razão.

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Homem ao mar.

matraga poesias February 14, 2018

Meu coração está vazio. Que horror! A nau estancada em alto mar sofre com o turbilhão da falta de destino. As ondas me jogam de lá e pra cá, e não há nenhum porto mulher em que eu possa me abrigar. Rumo para onde apontar o meu prumo, farol para dirigir o meu amor. Não […]

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Foram necessários quase cinqüenta anos para que eu pudesse me encontrar com aquilo que sem se saber desejo, eu sempre desejei ser. Foram necessários quase cinqüenta anos quanto tempo perdido, quanto tempo vivido para que eu pudesse, face a face, olhar para tudo o que vivi com os olhos conhecidos, de quem se encontra com […]

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São tuas, as duas. Mãos, que te tocam agora a púbis própria. Sutis e displicentes Que descontrolam-se e descem mais, Perseguem, masceram, esfregam, esmagam, Apertam, penetram mas não encontram não. As mãos, as tuas, que te tocam agora são mãos. Os dedos que elas tem, e que também são teus, são sempre mais frios do […]

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O poema, que pena! Não sabia decidir: era clara ? era gema ? O que lhe fazia afinal, ser poema ? O poeta, Que pateta! Não sabia decidir : Era papo ? Era meta ? O que lhe fazia afinal, ser poeta ? Ema e Eta, as duas rimas assim coitadas, perdidas sem pó não […]

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TRIBUTO

matraga poesias February 14, 2018

Poesia de muitas palavras; qualidade duvidosa; recanto e último refúgio A ti um tributo! Pelo sincero acolhimento Sem me fazeres perguntas. Desfazendo-me nós da garganta e permitindo-me a expressão. Emergindo do vazio, violando o virginal, no branco das folhas lisas palavras encadeadas magicamente vão brotando. Poesia-deusa, te agradeço! pelos milagres que operas Resgatas do fundo […]

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Transverso 

matraga poesias February 14, 2018

Delicadas as fronteiras dos mundos em que habito e que, de um lado para o outro, sem perceber, transito. Neles as coisas podem ser e não ser, quase ao mesmo tempo, a depender somente das escolhas que fazemos, das cores que escolhemos para cobrir a matéria fina do pensamento. Porque o que parece importar, as […]

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